quarta-feira, 7 de maio de 2008

Dependência e Autonomia na Velhice - Resenha

Pluricom Informa
Cuidado de longo prazo como artífice de autonomia na terceira idade
Em Dependência e autonomia na velhice – um modelo ético para o cuidado de longo prazo, clássico da literatura bioética norte-americana, o professor doutor em filosofia e membro da diretoria da Associação Internacional de Bioética George J. Agich apresenta o paradoxo criado entre autonomia na velhice e cuidado de longo prazo. Uma leitura que ilumina o contexto mundial onde se prioriza a concepção de juventude como meio de se atingir a felicidade e a velhice é tratada quase como uma doença, com os idosos perdendo cada vez mais seu relevo social.
A obra, uma co-edição de Edições Loyola e Centro Universitário São Camilo, expõe e critica o sentido que a palavra “autonomia” adquiriu nas sociedades liberais. Para o autor, respeito à autonomia significa atenção aos valores e crenças do indivíduo. A sociedade deve prover mecanismos de autonomia efetiva aos idosos em detrimento do que ele chama de “paternalismo infantilizante”, que esconde profundos problemas relacionados à incapacidade e às dependências crônicas.
Ao abordar a autonomia, o autor transcende os limites conceituais que o termo assume convencionalmente. Ao referir-se a doenças que podem comprometer ou impossibilitar a vida autônoma de um idoso, deixando-o definitivamente dependente, Agich reconstrói o sentido da palavra “autonomia”. Nesta concepção, cuidados de gênero afetivo seriam mais capazes de reabilitar a autonomia de um indivíduo que propriamente a concentração na tomada de decisões. A obra ainda propõe que a autonomia seja buscada em níveis interpessoais de forma prioritária, deixando assim em segundo plano os recursos institucionais, uma vez que estes teriam menos eficiência.
Dependência e autonomia na velhice desmitifica o conceito de cuidado de longo prazo. O termo, que evoca em muitas pessoas imagens de solidão, abandono e desprezo nas clínicas de repouso, tem seu significado resgatado. O autor concebe o cuidado de longo prazo como um conjunto de atenções ao idoso como preparação de alimentos, higiene, assistência nas compras, entretenimento etc.
Na tentativa da estabelecer padrões para uma ética na questão da velhice, Agich aponta justamente os idosos como aqueles que têm maiores condições de encontrar soluções para os problemas enfrentados e, de conseqüência, os mais capazes de introduzir melhoras em programas sociais. O livro é de interesse aos profissionais da área de bioética e da saúde em geral, mas a leitura também diz respeito ao público leigo, uma vez que o problema se apresenta a toda a sociedade.
Título: Dependência e autonomia na velhice – um modelo ético para o cuidado de longo prazo
Autor: George J. Agich
Número de páginas: 368Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 50,00
ISBN: 9788515034673

terça-feira, 6 de maio de 2008

Romaria ASP

No domingo dia 4 de maio, Aparecida acolheu uma romaria especial. Como já acontece há 107 anos, no primeiro domingo de maio a arquidiocese de São Paulo realiza sua peregrinação ao santuário mariano.
Liderados pela cardeal Odilo Pedro Scherer, mais de 20 mil peregrinos se reuniram após a missa das 10h para fazer uma procissão no entorno do Santuário.
Por ser o ano comemorativo do centenário da arquidiocese de São Paulo, esta romaria tinha um «sentido muito especial», segundo o cardeal Scherer. Em mensagem por ocasião da peregrinação, o arcebispo explica que este era um momento de agradecimento «por todo bem concedido por Deus à Igreja em São Paulo nesses últimos 100 anos».
Mas também oportunidade de pedir «a bênção à “Mãe querida” para que nossa Igreja em São Paulo saiba fazer hoje “tudo o que Jesus nos disse”; e que tenhamos o ardor e a coragem dos primeiros discípulos, para testemunharmos que Deus habita esta cidade e quer bem a todos os seus habitantes».
O Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida pertenceu à Arquidiocese de São Paulo até 1958, quando então passou para a arquidiocese de Aparecida, criada naquele mesmo ano.
Fonte: Zenit.org

Liturgia da Horas: o quê é e o porquê!

O que é e o porquê da Liturgia das Horas
Padre Valeriano dos Santos Costa
Arquidiocese de São Paulo

A Liturgia das Horas é a oração da Igreja ao longo do dia, para que ela possa ficar unida ao seu Fundador como o ramo no tronco da videira (Jo, 15,1).
No dia da Ascensão, os discípulos perderam a capacidade de verem Jesus com os próprios olhos, pois seus olhos não podiam mais vê-lo (At 1,9).
Então, a partir daí, Jesus não apareceu mais aos discípulos, embora nunca tenha se afastado deles: Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo (Mt 28,20). Não era mais pelos cinco sentidos que eles o encontrariam, mas pela via da fé, que é muito mais poderosa do que a via dos sentidos. Aí, a oração tem um papel fundamental. São Leão Magno (440-461) afirma que depois da ascensão, tudo o que era visível do nosso Redentor passou para os sacramentos da Igreja (Sermo 2 De Ascensione PL 54, 398).
A Igreja primitiva, consciente disso, jamais deixou de celebrar a Eucaristia e os outros sacramentos. Mas articulou a Eucaristia com uma prática provinda da oração judaica, baseada nos salmos, acompanhados de leituras bíblicas e hinos de louvor. É a Liturgia das Horas. Essas horas, chamadas canônicas, constituem um ciclo ternário, começando por volta das 6h00 da manhã (6h00; 9h00; 12h00; 15h00; 18h00). Então, a cada três horas, rezavam para manter-se na presença de Cristo e do seu memorial.

Porque os salmos?

Uma das principais finalidades dos textos bíblicos é a Liturgia. O saltério (150 salmos) foi escrito para celebrar as maravilhas da Salvação. São poemas litúrgicos que expressam louvor, ação de graças, súplicas e até os gemidos de quem precisa ser salvo. Como o Antigo Israel, os cristãos se comprometeram a rezar os salmos até o fim dos tempos para, por meio deles, realizarem seu encontro com Cristo ao longo do dia.

O que acontece quando rezamos os salmos?

Rezando os salmos pensando em Cristo, entramos em comunhão com Ele e recebemos a iluminação espiritual. Então, as respostas de Deus são confirmadas e os caminhos se abrem. Como o saltério contempla todas as situações humanas, nada fica excluído da cobertura da graça de Deus.

Quem deve rezar a Liturgia das Horas?

A Liturgia das Horas é para todos os cristãos, conforme o Concílio Vaticano II.
Por isso, convido você a participar dos nossos cursos de Iniciação à Liturgia das Horas, que realizamos no Auditório da Livraria Paulinas, Rua Domingo de Morais, 660, em frente ao Metrô Ana Rosa, fone 5081 9330. São Paulo - SP

Quando será o próximo?

17 de maio de 2008, sábado, das 8h30 às 12h30.
Neste encontro, levar o volume III da Liturgia das Horas!
Pede-se uma contribuição de R$ 20,00